Nesta sexta esta estreando em circuito nacional (depois de muito tempo do lançamento lá fora diga-se de passagem) o filme Creation, que trata do momento crucial da vida do naturalista Charles Darwin e este biólogo que vos escreve teve a oportunidade de assistir a película.
E mesmo não sendo critico de cinema vou tecer alguns comentários a respeito desta cinebiografia.
O filme com direção de Jon Amiel conta o drama de Charles Darwin ao chegar a sua conclusão sobre a Seleção Natural e como seu livro seria visto não só pela sociedade da época mas como pela sua própria esposa Emma Darwin ( Jeniffer Conelly que dispensa apresentações) que fica chocada ao entender o que significaria as pesquisas de seu marido.
Charles Darwin foi vivido pelo ator britânico Paul Bettany (fig.1) que entre outros filmes foi o vilão Sílas de "O Código Da Vinci" e em minha opinião retratou muito bem um dos pais da Seleção Natural.
Se já não bastasse o impacto de sua teoria Darwin ainda teria que enfrentar seu adoecimento (talvez a doença de chagas), o de sua filha Annie (Martha West) e a pressão do meio acadêmico para que ele publicasse de uma vez sua descoberta para afastar a igreja do meio científico e antes que o Australiano Alfred Russel Wallace, que havia chegado a mesma conclusão que Charles Darwin independentemente.
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Fig.1: Paul Bettany como Charles Darwin trabalhando na Down House. |
O filme pode decepcionar quem deseja ver cenas da viagem do autor pelo mundo já que no filme apenas poucas cenas mostram esse trecho importante de sua vida. Assim como também se da pouca ênfase sobre o os detalhes sobre a Teoria da Evolução das espécies.
Fica claro que a idéia central por trás do livro (Annie´s Box) em que o filme foi baseado e escrito pelo bisneto de Darwin chamado Randal Kaynes era de mostrar o drama familiar de seu parente e não falar sobre o que centenas de documentários já fazem todos os anos.
Mesmo assim o filme possui muitas cenas tocantes, como quando Darwin passeia pela praia com a familia e sua filha Annie tenta dar uma de naturalista para o pai ou quando ele conta histórias de sua suas viagens para os filhos.
Mas nem tudo foram flores para mim, a idéia de retratar Charles Darwin algumas vezes como um ensandecido que ficava discutindo com visões de um fantasma sobre seus dilemas pessoais forçou a barra. Desconheço esse tipo de evento na vida de Darwin.
Assim como também não gostei da caracterização de Thomas Huxley pelo ator Toby Jones que nem de longe ficou parecido com o famoso" Buldogue de Darwin".
Por fim talvez mostrar o lado de pai de um dos ícones mais odiado da história da ciência pelos religiosos literalistas foi a maneira encontrada por Randal de fazer estes críticos terem uma outra visão de Charles Darwin.
Mas se isso vai funcionar, só o tempo dirá...
3 comentários:
Olá,
Parabéns pelo interessante blog.
Conheça o meu blog de divulgação/educação científica, ciências exatas/naturais e estudos epistemológicos.
O endereço é:
www.imperativocientifico.blogspot.com
Há postagens sobre as temáticas debatidas neste blog.
Abraço!
Obrigado Tadeu e seja sempre bem vindo ao Down House!
Muito interessante seu blog, passarei a segui-lo com certeza.
Um abraço!
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